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CENTRAL PUNKROCK - Compartilhamento de CDs e Discografias - centralpunkrock@gmail.com

Esse blog foi criado e desenvolvido por Flávio Moraes, agradecemos a todas as comunidades no Orkut destinadas a downloads e divulgação da música PunkRock e da luta libertária de uma forma geral. Agradecemos e estamos abertos a todo tipo de ajuda principalmente no que se refere a textos de temática libertária e bandas que divulguem esta temática. Colaboradores: Amanda Benedetti (Mandi) e Gabriela Ligoski.

Friday, November 06, 2009

PÉS SUJUS

Banda Formada em Abril de 2004, Na Zona Leste de São Paulo,com o intuito de fazer Punk rock para protestar contra as injustiças do mundo e para divertir a juventude sem futuro.

Com letras que mostram a realidade que xingam e zoam sem dó seus alvos de protesto (Estado,políticos, Militarismo, Polícia corrupta, Burgueses, playboys, Igrejas Neopentecostais e tudo aquilo que afunda o Brasil), Pé sujus segue firmando seu espaço no Underground punk rock e tocando onde for possível, sem intenções de ganhar dinheiro, apenas com a intenção de passar sua mensagem.

Formação:


Fernando Feio (Vocal)

Cesar (Guitar)

Gabriel Punkelo (Bass)
CHU (Drums
)

Download:
http://www.4shared.com/file/147414718/b96fd720/Pe_Sujus.html

Músicas do arquivo:

Autoridade
Univercifra
Mordaça de papel Moeda
Polícia Feminina
Proletário Traído
Proletário Traído II
Pulmão do Planeta
PunkRock do Suburbio

Senha para descompactação:
www.centralpunkrock.blogspot.com

Contatos:

http://www.myspace.com/pesujus
http://www.bandasdegaragem.com.br/pesujus



video

Saturday, October 17, 2009

Alguém poderia responder por que o ser humano é (ou tornou-se) tão cruel? Talvez seja porque desde pequenos, vomitaram em cima de nós todo o caos, desde os inocentes desenhos da TV até a crueldade dos que já haviam a aperfeiçoado... E isso nada importa.

Não importam origens. O ser humano é cruel. Mata, maltrata, destrói. E o problema, não é fazer isso com seres humanos, que são tão boçais, e que já fizeram tanta merda como qualquer outro. O problema é julgar um ser inferior, por não saber quem ele é. O problema é matar um animal, maltratá-lo, destruir o lugar onde ele vive, apenas por prazer, por julgar que esse animal não tem sentimentos, que não pensa... E quem é que tem o direito de dizer se um ser pensa ou não? Como um ser humano pode saber se um animal sente ou não, já que este ser “humano” não sabe nem o que o próprio irmão sente?

Milhares de moralistas e suas idéias de “igualdade”. Igualdade a qual só tenta se aplicar a seres que podem se defender, quanto aos outros, já que não podem falar, são tratados como nada. Por que condenar casos como os de pais que prenderam os filhos, e não se importar com os que capturam pássaros para os prenderem na merda de uma gaiola? Qual é a real diferença, se você começa a perceber que animais também SENTEM?

Animais também sofrem, sentem dor e lutam pra viver. A diferença é que não matam por prazer. Que não pulam um em cima do outro para dominar e mostrar a uma platéia de imbecis quem é o mais forte. E, que se o fizessem, não seria por um monte de papel (vulgo dinheiro) e sim para sua sobrevivência.

Por que os tratar como mercadorias? Ninguém tem o direito de vender ou comprar uma vida, não importa o quão diferente da sua espécie seja essa vida. É fácil justificar atos de crueldade, alegando que o outro não tem direito, não sente. E é o mesmo que acontecia durante a escravidão. Qual é a real diferença?


"O saber, quando não humaniza, deprava. Refina o crime e torna mais degradante a covardia"

BAKUNIN, Mikhail.

Por Mandi

Thursday, August 20, 2009

AÇÃO DIRETA

Banda formada em 1987 na cidade de São Bernardo do Campo, região do ABC Paulista, uma história de atitude, persistência e fidelidade ao estilo Hardcore, tendo sempre trilhado os caminhos do underground.

Formação atual:

Gepeto – Voz
Marcão – Bateria
Pancho – Guitarra
Galo – Baixo


Discografia:

Senha para descompactação: www.centralpunkrock.blogspot.com

Resistirei (1989)
Baseado em Fatos Reais (1994)
Entre a Bênção e o Caos (1997)
Intervenção (1999)
Risotto Bombs - Live in Slovenia (2000)
Traidô - 20 bandas tocando Ratos de Porão
Tributo ao Olho Seco
(Rajoitettu Ydinsota - Tribute to RATTUS)
Ação Direta - TRIBUTO - 23 bandas tocando Ação Direta
Tributo aos Garotos Podres - 20 Anos de Podridão
The Tribute to Kaos - The chaos continues
Revolta/Repúdio/Confronto/Resistência- (2003)
Massacre Humano (2006)

Monday, June 22, 2009

DETESTATION

Banda Anarco-Punk americana derivada da cidade de Oregon formada por ex-integrantes das bandas Resist, Defiance, Starved and Delerious e outras, em sua formação mais ativa contou com : Saira (Vocal), Brian (Guitarra), Kelly (Baixo) e Dominic (Bateria). A banda atuou na cena Anarco-Punk no período de 1995 a 1998 e em suas músicas lutavam contra a homofobia, Racismo, Sexismo e outras mazelas sociais.

DISCOGRAFIA

SENHA DE TODOS OS LINKS www.centralpunkrock.blogspot.com


Unheard Cries (1995)http://www.4shared.com/file/113304544/52e0885f/detestation_-_unheard_cries.html
Detestation (1998) – http://www.4shared.com/file/113315528/88d02d27/Detestation.html
European 98 (1998) – http://www.4shared.com/file/113319847/c3bbbdb/DETESTATION-EUROPA98.html
A Tribute to Anti-Cimex (2005) http://www.4shared.com/file/113330950/8d4e69e4/V-A_-_A_Tribute_to_Anticimex-2005.html
The Inhuman Condition (1998)http://www.4shared.com/file/113463976/914bbe75/Detestation_-_The_Inhuman_Condition_7_inch.html video

Wednesday, February 04, 2009

ARTIGO 137 HARD CORE LIVRE DO DISTRITO FEDERAL


A banda foi formada em 2005 inicialmente com Jhony e Hélio nos vocais, Léo no baixo, Felipe CDR na guitarra e Creisson na bateria. Os anos passaram, ocorreram à saída de alguns integrantes, forçando assim uma reformulada na banda, entra então um vocal feminino dando uma outra cara para a banda e ainda o antigo vocalista passa a segurar (e muito bem!) na bateria. A formação hoje conta com Loyane nos vocais, Tony e Helio nas guitarras, Lorran no baixo e Jhony na bateria. Com a primeira Demo, de nome Toda guerra não declarada, composta com cinco músicas, trazemos toda a nossa contestação, revolta, o nosso inconformismo, a exemplo na música Terror nas Cidades, que retrata a realidade violenta e cruel que convivemos hoje.


Link para download das

Músicas: http://www.megaupload.com/pt/?d=YGCKG8LV

E-Mail: bandaartigo137@hotmail.com

My Space: www.myspace.com/bandaartigo137

Thursday, July 05, 2007

RATOS DE PORÃO E CÓLERA AO VIVO NO TEATRO LIRA PAULISTANA (1985)



Ratos de Porão/Cólera ao vivo é um álbum split das bandas brasileiras Ratos de Porão e Cólera, lançado em 1985. Foi um dos primeiros splits de hardcore lançados na América Latina.

Faixas:

Ratos de Porão


1. Anos 80
2. Guerrear
3. Só Pensa Em Matar
4. Morrer
5. Asas Da Vingança
6. Agressão/Repressão
7. Obrigado a Obedecer
8. Condenado
9. Não me importo
10. Crucificado Pelo Sistema
11. F.M.I.
12. Pobreza

Cólera

13. 1.9.9.2.
14. Quanto Vale a Liberdade
15. Duas Ogivas
16. Funcionários
17. X.O.T.
18. Gritar
19. Alucinado
20. Não Existe Mais

Download do arquivo

Monday, April 30, 2007

HC CLÁSSICS DF

Postado por Lee oTTo Carlos, destinado a divulgação de raridades e afins.

www.bandasdegaragem.com.br/leeottocarloszine

MÚSICAS:

1- AXBAX- axbax
2- AXBAX- Olhos fechados
3- AXBAX- Eleições
4- AXBAX- Mundo de ilusões
5- TFP- Amaral neto
6- TFP- Televisão
7- TFP- Destino mortal
8- TFP- Cabelo de boneca
9- TFP- Ameaça nuclear
10- TFP- Terror Fome e Poder
11- CSM- Fizeram de mim um homem
12- CSM- O punk rock morreu
13- CSM- Crime ecológico
14- CSM- Previdência
15- CSM- Brasília
16- CSM- O mundo já acabou

Release das bandas:

AXBAX
Era: 86 a 89
Linha: Cólera, Varukers
Primeira banda de Gabriel Thomaz(Autoramas) na guitarra,
com Renato neguinha(Askes) no baixo e Franco Andrei na bateria.
Umas das percussoras do HC no df, gravação originariamente publicada na fita BUZ 2 da Ataque Frontal.

T.F.P
Era: 91 a 95
Linha:Suécia, Finlândia
Expoente da segunda geração do Hard Core de brasília, com Frango(Galinha Preta), Fofão(Besthoven), Liotto(Askes) e Galego(Detrito federal) e Luydson coringa.
Gravação realizada no HC festival de 1992.

C.S.M
Era: 90 a 93
Linha: Psykose, Ataque Epléptico
Também da segunda geração de HC do df , com o insano, performático e carismático Rái, hoje o cartunista Broba e Breitner na batera. Faziam um som caótico, com ótimas sacadas de humor.

Download: http://www.badongo.com/file/2914246

Saturday, April 07, 2007

ATAQUE AS HORDAS DO PODER

Coletânia lançada em 1986 em Brasília pelas bandas BSB-H e STUHLZAPFCHEN VON N que mais tarde deram origem respectivamente às bandas Detrito Federal e ARD e que até hoje continuam na ativa após mais de 20 anos.

Músicas:

01 - Stuhlzapfchen Von N - Fome
02 - Stuhlzapfchen Von N - Drunk With Power
03 - Stuhlzapfchen Von N - Policia nas Ruas
04 - Stuhlzapfchen Von N - Desumano
05 - Stuhlzapfchen Von N - Nao
06 - Stuhlzapfchen Von N - Der Weg Zu Zweit
07 - Stuhlzapfchen Von N - Eixao da Morte
08 - BSBH - Punk é Desordem
09 - BSBH - Kaos
10 - BSBH - Odio
11 - BSBH - Juizo Final
12 - BSBH - Sistema Furado
13 - BSBH - Alienacao e Repressao
14 - BSBH - Dead Neves
15 - BSBH - Sobrevivencia
16 - BSBH - Realidade
17 - BSBH - Convocado

Download: http://www.badongo.com/file/2694530

Monday, March 19, 2007

ENTREVISTA COM A BANDA DISCARGA VIOLENTA

Hoje não estaremos colocando nenhum arquivo para Download mas uma entrevista com a banda Anarco-Punk Discarga Violenta, vamos procurar a partir de hoje abrir esse novo espaço no nosso blog tanto para as bandas se manifestarem quanto para que as pessoas que admiram o trabalho das mesmas possam obter informações sobre trabalhos, divulgações ideológicas, shows e qualquer outra informação pertinente.

Entrevista concedida pelo nosso amigo Renato Maia.

CentralPunkRock: Renato Maia primeiramente gostaria de dizer o Discarga Violenta é uma banda que influenciou e influencia várias bandas da região Centro-Oeste, tanto pela atitude na defesa dos ideais libertários quanto pela qualidade e principalmente variedade no trabalho, sou até suspeito pois tenho o Discarga como uma das 5 melhores bandas punks e/ou anarquistas da estória, lembro-me da época das cartas, do DADA que é um trabalho fenomenal mas vamos lá....

CentralPunkrock: Como foi dito acima o Discarga Violenta foi e é uma banda que influencia a varias outras, faça um pequeno resumo da estória da banda para aqueles que ainda não conhecem ou tem vontade de conhecer?
Renato: É legal saber que motivamos as pessoas de alguma forma, no entanto as vezes nos sentimos incomodados com um certo status que vai se cristalizando e que achamos contraditório para qualquer banda punk. A banda existe desde 1988 e fazemos questão de manter a mesma postura sem admitir sequer a hipótese de nos beneficiarmos ou recebermos certos privilégios por ser uma banda “das antigas” e ter feito alguns trabalhos significativos. Somos anarco-punks e nossa preocupação maior não é com a música, sempre tentamos utilizar a banda como um instrumento de propagação das idéias libertárias e anti-capitalistas.
Lançamos alguns materiais em vinil, tivemos mudanças na formação do grupo e hoje estamos reduzidos a uma dupla (eu e glauco) e fizemos uma nova gravação no final de 2006 com alguns sons num estilo mais diferente, no entanto atualmente temos voltado prá um som mais rápido e curtinho como sempre foi característica da banda.

CentralPunkrock: Como você avalia a diversidade da banda? É proposital levando em conta a diversidade de trabalhos como o DADA, o Cosmopolita e agora o Barbárie? E como é feito o trabalho de criação dentro do Discarga Violenta?
Renato: Nunca ficamos presos a rótulos musicais e tentamos trabalhar com as diferentes influências de cada integrante que passou ou que está na banda, acho que é por isso que alguns sons soam bem diferentes. Também não hesitamos em experimentar, em inovar. É incrível, mas se vc perguntasse quais as bandas que nos influencia e tal seria muito difícil de responder, pois realmente não temos nenhuma referência sonora. Existem bandas que gostamos, que ouvimos, mas na hora de elaborar as letras, os sons, tudo sai de forma muito espontânea e coletiva.

CentralPunkrock: Como anda a cena Punk/Anarco da região Nordeste? Tem crescido? A cena é unida? Com certeza, na minha opinião, existem bandas que hoje estão na ativa ou que já existiram que na minha concepção deveriam ter um maior reconhecimento ou repercussão a nível nacional o que você acha a respeito disso?
Renato: A realidade aqui da região atualmente não tem sido favorável a cena anarcopunk. A desarticulação e a inatividade são bem evidentes, mas é sempre uma questão de fases. Tem períodos onde as produções e as atividades movimentam com uma intensidade impressionante e em outros períodos acontece o que está ocorrendo agora, quase nada se movimenta.
Com relação a repercussão ou reconhecimento a nível nacional acho isso irrelevante. Pra gente mesmo o que importa é a satisfação pessoal, é saber que estamos fazendo o que gostamos e que, como vc falou, reflete ou causa influencia em pessoas que são nossas amigas e que dividem coisas conosco e nem sei se esse tipo de sentimento se encaixaria em algo mais amplo que massificasse, entende? Pra gente é bem mais interessante essa coisa intima, envolta num sentimento gostoso que sempre produz boas e duradouras amizades. Nem nos preocupamos se ficamos restritos a um gueto punk ou a um circulo pequeno de amigos, o que importa é conseguir manter esses laços que aconchegam, que nos faz sentir bem e saber que temos amigos em vários pontos do mundo e que essa amizade, que essa aproximação, foi impulsionada pelo que produzimos, pelo que geramos a partir do punk, a partir da banda. Isso é muito legal.

CentralPunkrock: Gostaríamos que você deixasse um recado pra galera que acessa a Central PunkRock e também para todos os que admiram o trabalho do Discarga Violenta?
Renato: Acho importante que se okupe todos os espaços, que estejamos presentes sempre. A internet é um bom meio para trocarmos idéias, para expor o que pensamos e alargar nossos contatos, nossa forma de pensar. Só acho que não se pode deixar dominar, ficar restrito ao mundo virtual. É preciso fazer essas informações circularem no cotidiano, no nosso relacionamento com as pessoas que estão próximas. Seria legal ver uma edição da Central Punk Rock circulando de forma impressa também. Um zine com toda essa abragência que a internet nos oferece seria muito bacana.
Quem tiver afim de saber mais sobre a banda ou alguma outra informação da cena aqui em Natal nos contate, vamos nos aproximar mais... chega desses relacionamentos frios e distantes. Somos uma banda e podemos estar em cima de um palco, mas também somos público, também estamos no meio do pogo, das rodas de conversa. Não tem que existir essa diferença. Sigamos adiante!! Valeu Flávio e é muito bom reencontra-lo e saber que continuas produzindo e fazendo suas correrias. Toda força!!!



Wednesday, March 14, 2007

BIOGRAFIA E DISCOGRAFIA DOS RAMONES

Fonte: http://www.geracaorock.com.br/ramones

Os Ramones foram uma banda que revolucionou o rock n' roll com suas músicas básicas em épocas de riffs complicados de guitarra. Em 1974 quatro rapazes do surbúrbio de Nova York resolveram montar uma banda para devolver ao rock n' roll o espírito de rebeldia perdido com o passar dos anos.

Com Joey na bateria e Vocal, Johnny e Dee Dee na guitarra(Dee Dee não conseguia cantar e tocar ao mesmo tempo) e Tommy gerenciando a banda, eles tentam fazer versões das músicas de seus ídolos, porém as músicas não ficavam do agrado deles. Sendo assim, passam a compor suas próprias canções, nada muito elaborado, com apenas alguns acordes repetidos durante toda a música e letras meio repetitivas.

Joey resolve largar a bateria pois não conseguia acompanhar a levada rápida da banda, o que foi uma mudança na estrutura da banda. Tommy, que era manager da banda, passa a ser baterista, Joey passa para o vocal e Dee Dee para o Baixo.

No ano seguinte (1975) eles conseguem um contrato de 5 anos com uma gravadora e gravam seu primeiro lp intitulado apenas como Ramones, com o Sucesso Blitzkrieg Bop, com o famoso: Hey Ho Lets Go! E no ano seguinte gravam o segundo disco, o Leave home. É neste disco que sai a famosa frase: GABBA GABBA HEY, tirada da faixa Pinhead (cabeça de prego) que foi retirada de um filme de terror.

Em 1977 a banda grava seu terceiro disco chamado, Rocket to Russia, que foi o último com Tommy Ramone, que deixou a banda para voltar a ser manager e dar espaço para Marky entrar como baterista.

Em 1978 eles gravam Road to Ruin, que contem a famosa I Wanna be Sedated. No ano seguinte,a banda grava End Of The Century, com Do You Remember Rock n Roll Radio? e Rock in Roll Highshool.

Então começa os anos 80, e a banda começa a assinar as músicas separadamente, por causas das brigas e drogas. Sai o disco Pleasant Dreams,com a famosa The KKK Took My Baby Away.

Em 1983 lançam Subterranean Jungle, com a Psycho Therapy, única famosa do disco. Em 1985, a banda grava Too Tough to Die, com a banda sem Marky, e com Richie na bateria. Nesse album contem Howling At The Moon(Sha-la-la)

O próximo disco é Animal Boy, com Bonzo Goes to Bitburg e Somethyng To Belive In, após gravam Halfay to Sanity, àlbum menos conhecido da banda.

Em 1989 eles gravam Brain Drain. Neste disco está Pet Sematery, uma das mais conhecidas dos Ramones. No meio da turnê Dee Dee sai da banda.

Chegamos então à última formação da banda, entra nela C. Jay, que fez o teste e foi aprovado. C. Jay teve vários problemas com o público, ele tinha praticamente a metade da idade dos outros, mas isso deu um impulso para a banda.

Com C. Jay a banda grava Mondo Bizarro, que ganhou Disco de ouro. Pouco depois um Disco só de covers, Acid Eaters. E em 1996, eles lançam seu ultimo album de estúdio, Adios Amigos.

Eles no fim gravam mais 2 discos ao vivo, Greastet Hits e We`re Outta Here.

Joey Ramone morre de câncer linfático em 15 de abril de 2001 em Nova Iorque.

Dois anos depois, em 6 de junho de 2002, Dee Dee Ramone é encontrado morto em sua casa em Hollywood, supostamente por overdose de drogas.

Completando esta série de eventos trágicos, Johnny Ramone sucumbe a um câncer de próstata em 15 de setembro de 2004 em Los Angeles, Califórnia, e ganha uma estatua em sua homenagem.

ANARCOÓLATRAS

Anarquistas e alcoólatras representa o espírito de uma época, em que o punk rock era tão somente uma atitude, um ato de rebeldia e afronta aos padrões sociais dos anos 70 e início dos 80. O som? Sem concessões e despojado de qualquer virtuosismo. Punk de garagem, puro, na veia. O grupo foi convidado a ser um dos participantes da coletânea Grito Suburbano, ao lado de Cólera, Olho Seco e Inocentes, chegou a gravar três faixas para o disco, mas a qualidade da gravação ficou ruim e, antes de uma segunda gravação ser feita, a banda entrou em crise, ficou sem baterista e de fora do disco, o primeiro de punk rock gravado no Brasil. Depois disso, a banda persistiu por mais um ano, mas chegou ao fim. Ficou a lenda..


Senha para Descompactação: www.centralpunkrock.blogspot.com

Tuesday, March 13, 2007

TRABALHOS CLÁSSICOS
Galera, primeiramente gostaria de agradecer a todas as pessoas que nos incentivam a continuar nosso trabalho atraves de seus comentários, a todos que fazem os downloads e assim deixando os links ativos por mais tempo, aos amigos da Lágrima Psicodélica, Psonha e Menstruação, as comunidade do Orkut.
Como Blog é uma coisa pessoa que reflete os gostos e comentários das pessoas que estão fazendo vou estar colocando nesta postagem os clássicos na minha opinião do PunkRock/HC principalmente da decadas de 80 e 90, que pelo que podemos constatar abrange mais de 90% das postagens e vou começar com uma banda Anarco-Punk de Natal, muito ativa dentro da militancia anarquista e que ja foi postada aqui anteriormente, Discarga Violenta.
DADA - Trabalho do Discarga Violenta que além do tradicional grindcore muito bem trabalhado e predominante varia mais para o PunkRock em relação aos outros trabalhos, na minha opinião esta entre os 10 albuns Punks lançados no Brasil de maior qualidade.
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Thursday, March 08, 2007


BIOGRAFIA E DISCOGRAFIA SIN DIOS



O grupo Sin Dios nasceu em 1988, tocando por primera vez em casas ocupadas (squatters) e em outros lugares onde primam a auto-gestão.
Levam atraves de suas letras ideais de Autogestão e Anticapitalismo e possuem uma polítiva rigorosa nos seus trabalhos.
Alguns de seus membros criaram o projeto Ideias de Difusão Libertária, um grupo cujo proprio nome diz para divulgações dos ideais anarquistas e libertários no mundo, fazem parte tambem da famosa CNT espanhola (Conhfederação Nacional do Trabalho) onde são extremamente atuantes na luta pelos direitos proletariados.




Fonte e diversas outras informações: http://es.wikipedia.org/wiki/Sin_Dios

Comunidade Sín Dios no Orkut - http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=17137682

Discografia:

1999 - Solidaridad
2005 - Recortes de Libertad
Senha para Descompactação: www.centralpunkrock.blogspot.com
Faltam os CDs Solidaridad e Recortes de Libertad que não tenho, tão logo consiga estarei postando para vocês.


Aqueles que desejem a lista das músicas dos CDS deixem um comentário com o email que seram enviadas em seguida.

Monday, March 05, 2007

DISCARGA VIOLENTA - BARBARIE

Banda Anarco-Punk formada em 1989, ja com grande divulgação em todo Brasil e com vários trabalhos de excelente qualidade como os Eps Dada e Cosmopolita, que eu não tenho e teria o maior prazer em compartilhar com a galera, pedimos então que quem tiver materiais do Discarga Violenta que por favor entrem em contato conosco e nos envie para que possamos compartilhar com outras pessoas que admiram o trabalho da banda.

Formação Atual:
Wagner (Baixo e Vocal)
Renato Maia (Guitarra e Vocal)
Glauco (Bateria e Vocal)

Músicas da Demo:

1- O dia em que o fã morreu
2- Os três reis magos
3- Fama
4- Revolta Generalizada (Yleinem Kapina)
5- Pinóchio
6- Faça você mesmo (D.I.Y)
7- Tabu e Pudor
8- Extinção do racismo
9- Viva as bruxas
10- Quem você pensa que é?
11 - Inversão

Contatos:

Caixa Postal 2744
59022-970 - Natal, RN.


Senha para Descompactação: www.centralpunkrock.blogspot.com




RESTOS DE NADA II


Músicas:

01 - Restos de Nada
02 - Ninguém é Meu Igual
03 - Estrutura de Bronze
04 - Doce Garrafa de Pinga
05 - Deixem-me Viver
06 - Ódio
07 - Escravos de um Balde de Lixo
08 - Filhos das Ruas
09 - Rebeldia Incontida
10 - Rotas Aduersas
11 - Classe Dominante
12 - Eu Tenho Medo
13 - Eles Vem e Vão!
14 - Opressores Não Mais!
15 - Pré-História

UPADO POR LÁGRIMA PSICODÉLICA (www.lagrimapsicodelica.blogspot.com)

Thursday, March 01, 2007

Menstruação Anarquika

Banda formada em meados de 1993 ,com o propósito de passar através de suas letras o que acham errado e ao mesmo tempo tentam buscar soluções para que possam melhorar a forma de pensar e agir no cotidiano. Passaram por várias formações permanecendo da formação original (Edwiges) e chegando a formação atual com:

Jaci (Vocal)
Edwiges (Guitarra)
Psonha (Baixo)
Carol (Guitarra)
Fabiana (Bateria)

Contatos:


Músicas:

1- Policiais Cheios De Culpa
2- Punk até morrer
3- Armas Nucleares
4- Brasil Quem Te Usa
5- Prostituição Infantil
6- Bazar dos milagres
7- Funeral da ilusão
8- Maria bunita
9- Onde ha educaçao
10-Petróleo ou religião(cover banda indigesto)



DOWNLOAD DE LIVROS DE TEMÁTICA ANARQUISTA E LIBERTÁRIA


E ai galera, hoje vamos mudar um pouco o rumo das nossas postagens, estaremos postando alguns livros de escritores anarquistas e libertários, ao lado estão a descrição dos mesmo, boa leitura a todos e gostariamos de agradecer ao Coletivo Sabotagem pelo "empréstimo forçado dos arquivos e sinopses" rsss!!

Direito a Preguiça (Paul Lafargue) - Uma estranha loucura se apossou das classes operárias das nações onde reina a civilização capitalista. Esta loucura arrasta consigo misérias individuais e sociais que há dois séculos torturam a triste humanidade. Esta loucura é o amor ao trabalho, a paixão moribunda do trabalho, levado até ao esgotamento das forças vitais do indivíduo e da sua progenitora. Em vez de reagir contra esta aberração mental, os padres, os economistas, os moralistas sacrossantificaram o trabalho. Homens cegos e limitados, quiseram ser mais sábios do que o seu Deus; homens fracos e desprezíveis, quiseram reabilitar aquilo que o seu Deus amaldiçoara. Eu, que não confesso ser cristão, economista e moralista, recuso admitir os seus juízos como os do seu Deus; recuso admitir os sermões da sua moral religiosa, econômica, livre-pensadora, face às terríveis conseqüências do trabalho na sociedade capitalista.

Deus e o Estado (Mikhail Bakunin) - A verdadeira escola para o povo e para todos os homens feitos é a vida. A única autoridade onipotente, simultaneamente natural e racional, a única que poderemos respeitar, será aquela do espírito coletivo e público de uma sociedade fundada no respeito mútuo de todos os seus membros. Sim, eis uma autoridade que não é de forma alguma divina, inteiramente humana, mas diante da qual nós nos inclinaremos de coração, certos de que, longe de subjulgar os homens, ela os emancipará. Ela será mil vezes mais poderosa, estejais certos, do que todas as vossas autoridades divinas, teológicas, metafísicas, políticas e jurídicas, instituídas pela Igreja e pelo Estado; mais poderosa que vossos códigos criminais, vossos carcereiros e carrascos.

Bakunin Por Bakunin (Mikhail Bakunin) - Bakunin por Bakunin apresenta várias cartas bastante representativas dos momentos mais importantes da vida de Bakunin. Nelas, Bakunin trata de questões como suas prisões, a “confissão” que fez ao czar Nicolau I, o exílio além de suas relações com a AIT e Karl Marx.

Lucro ou as pessoas (Noam Chomsky) - Reconhecido pelos críticos como um socialista libertário, Chomsky destacou-se na década de 1990 por ser o principal crítico do mercado livre. Para ele, o caráter liberal do capitalismo é estruturalmente falho e moralmente maléfico. Nesta obra, faz uma análise profunda do sistema doutrinário das democracias capitalistas e da ameaça neoliberal.
Libertação Animal (Peter Singer) - Todos os animais são iguais...ou por que razão o princípio ético sobre o qual assenta a igualdade humana nos obriga a ter igual consideração para com os animais.
Instrumentos para a investigação...os seus impostos aplicados.
Visita a uma unidade de criação intensiva...ou o que aconteceu ao seu jantar quando ele ainda era um animal.
Ser vegetariano...ou como produzir menos sofrimento e mais alimento com um custo reduzido para o ambiente.
O domínio do Homem…uma breve história do especismo.
O especismo hoje...defesas, racionalizações e objeções ao movimento de Libertação Animal, e progressos efetuados na sua resolução.

Em homenagem ao Coletivo Manifesto a frase que eles divulgam e que acho sensacional para encerrar esta postagem:
"Conhecimento não se compra! Se toma e se compartilha!"
Abraços a todos!!!

Tuesday, February 27, 2007

BIOGRAFIA E DISCOGRAFIA DOS REPLICANTES
Banda de punk rock surgida em Porto Alegre, em 1983. Uma de suas primeiras atividades foi o estabelecimento de um selo próprio, Vórtex. Participaram da coletânea gaúcha “Rock Garagem” (Acit) com a faixa “Princípio do Nada”. Em 1985, produziram e lançaram um compacto duplo com as canções “Nicotina”, “Rock Star” , “O Futuro É Vórtex” e “Surfista Calhorda”. Essa última conseguiu boa penetração em rádios de rock pelo país afora, tornando Os Replicantes – Wander Wildner (vocais), Claudio Heinz (guitarra) Heron Heinz (baixo) e Carlos Gerbase (bateria) – conhecidos além das fronteiras do sul.
O primeiro LP, “O Futuro É Vórtex”, foi editado em 1986 pela BMG Ariola. A seguir, lançaram pela mesma gravadora os LPs “Histórias de Sexo e Violência” (1987), que causou impacto de mídia e público, e “Papel de Mau” (1989). O vocalista Wander deixou o grupo em 1990. O baterista Gerbase assumiu os vocais e a ex-baterista do grupo Defalla, Biba, foi recrutada para substituí-lo. Lançaram mais um LP, “Andróides Sonham com Guitarras Elétricas”, em 1991. Depois de suspender os trabalhos durante boa parte da década de 90, o grupo punk gaúcho retornou com um disco ao vivo lançado em 1995 pelo selo independente Fora da Lei, de Wander Wildner, e reeditado em 2000 pelo selo Kivis com algumas faixas bônus.

Obs: Faltam alguns materiais que se possível postarei mais tarde.


Discografia:

Histórias de Sexo e Violência - http://www.badongo.com/file/2345693
Go Ahead -
Senha para descompactação: www.centralpunkrock.blogspot.com

Estamos fazendo testes no Badongo, seria importante para nós a opinião de vocês sobre os servidores para que sempre que formos upar os arquivos utilizemos os melhores.
Um grande abraço a todos!!!


Thursday, February 15, 2007

2000 - SINGLES

Faltam arquivos para serem postados

Wednesday, February 07, 2007

BIOGRAFIA E DISCOGRAFIA DO CRASS
SENHA PARA DESCOMPACTAÇÃO: www.centralpunkrock.blogspot.com

"GROSSEIRO PELO NOME, PIOR AINDA POR NATUREZA"

(crass by name, even worse by nature)

Assim começa a definição da banda por Steve Sutherland, o maioral da revista Melody Maker em 1979. E continua:"Eles são os últimos sussuros do rock que uma vez brilhou e vibrou rebelião. Eles são tão desagradáveis, arrogantes, ausentes de humor; que vivem em seu mundo preto e branco onde palavras são tão somente um monte de slogans chocantes, frutos de sua raiva."

CRASS tem que ser considerado a banda mais ideologicamente engajada e destemida, séria e impetulante, raivosa e controvérsia, chocante e intransigente da história da música, A verdade é que não há semelhanças ao CRASS em nenhuma parte obscura da história da música. Eles foram os idealistas do punk, os únícos idealistas. Foram os únicos da música pop destinados a divulgar suas idéias e opiniões - não eles mesmos. Foram quem o célebre-cérebro Jello Biafra (vocalista da antiga banda americana Dead Kennedys) chamou uma vez de Radicais demais. Foram o fruto ideológico de influências que inspirou e originou bandas como Discharge, Chaos uk, Chron gen, Anti-pasti, Conflict, M.D.C. e várias outras menos conhecidas.
Vieram da primeira onda punk inglesa, de onde surgiram os Sex Pistols, The Clash, The Damned; mas foram os que introduziram a idéia-base para originar a segunda onda, o ativismo reacionário propriamente dito, a postura militante punk que em raras ocasiões foi levada à sério de novo. Seus integrantes não eram tão inexperientes no ramo como seus contemporâneos das outras bandas, já tinham vivência no mundo anarquista (comunidades).
Steve Ignorant era um jovem punk insatisfeito com as direções que o movimento tomava na Inglaterra, e junto ao baterista já não tão jovem assim Penny Rimbaud (o grande mentor da banda), formaram o CRASS. Gravaram as primeiras músicas no iníco de 1977, com Steve Herman na guitarra. Em seguida a artista plástica Gee, amiga de infância de Penny tomou parte da turma. Depois os outros integrantes foram surgindo um a um, enquanto Herman saía da banda: Phil free (guitarra-base) e Andy N. A. Palmer ou B. A. Nana ou Hari Nana (segunda guitarra e uma das 'cabeças' da banda), Eve Libertine e Joy de Vivre (vocais. Libertine fazia a maioria das vozes enquanto Vivre fazia outras poucas, como 'women' e 'walls',...), Mick G. Duffield (Backing vocal e cineastra que consolidou os filmes expostos nos shows), Pete Wright (baixo e vocal visceral em faixas como 'securicor', 'you pay',...). Gee Sus não era menos importante para a banda, pois fazia todas as colagens, montagens e desenhos dos discos e pôsteres (ela praticamente criou o estilo visual do que seria a arte gráfica punk) e os detalhes sonoros nas gravações como piano, flauta, barulhos de rádio, carros, trens, serras-elétricas, etc.

Não eram intelectuais ou coisa assim de início, não tinham conhecimento erudito sobre revolução, anarquia e outros conceitos (Steve Ignorant disse uma vez que se viessem falar pra ele sobre Bakunim naquela época, ele provavelmente acharia que este fosse o nome de uma Vodka!), mas tinham a verdadeira vontade de mudança, o ímpeto pela transformação.

A repulsão que tinham às bandas punks do seu tempo era clara: chamavam o Clash de lixo, caça-níqueis, xingavam individualmente todos os integrantes dos Pistols; além dos lugares e ambientes dessas bandas. Eram expulsos dos lugares 'undergrounds' onde as bandas punks tocavam, como o 'Roxy Club' por exemplo. Eram evitados nos círculos punk. Sua honestidade e empenho incomodava aos que estavam lá apenas por brincadeira, que não obstante eram todos.

Contestavam o narcisismo visual punk fashion usando roupas absolutamente pretas, tocavam em lugares obscuros, à parte da cena local, com bandas como UK Subs. O público consistia quase somente dos integrantes das bandas que tocavam no dia. E assim foi no início, em 77.

No começo de 1978, a banda passou a usar uma postura mais séria e radical ainda. Não queriam ser simplesmente mais uma banda punk, e sim uma forma ambulante e versátil reacionária. Queriam mudar os rumos da sociedade, e, pela convicção que demonstravam, não parecia de forma alguma pretenção. Sabiam como seria difícil essa tarefa, mas estavam dispostos a dar a vida em nome disso. Passaram a iniciar uma bateria de ações subversivas e de contestação, como panfletagem (inclusive de porta em porta), protestos, publicações de manifestos, zines, jornais, cartões, invasões, boicotes e pichações.

Criaram uma comunidade anarquista em Essex (Inglaterra), idealizaram os famosos 'squads', que seriam as moradias dos punks que apropriavam prédios públicos inativos. Os shows eram atuações ímpares, onde tocavam sempre em ambientes pouco iluminados, com dezenas de faixas e cartazes expondo mensagens como:"Quem eles pensam estar enganando, você?", "Se entupa com seu lixo sexista" ou "Não importa em quem você vote, o sistema sempre vencerá", filmes passados no fundo do palco com imagens surrealistas de guerras, violências, matanças, matadouros, explosões (esses filmes são vendidos coletados num vídeo chamado Christ-The Movie)...

Gravaram o primeiro disco, um EP com 17 músicas, The Feeding Of The 5000 ('alimentando os cinco mil', referindo-se ao medo de não conseguirem vender nem mesmo a prensagem inicial, que é de 5000 discos) pela Small Wonder Records na segunda metade de 1978. O disco era inaldível para a época e havia sido feito da forma menos cara possível: havia sido gravado todo em 'take one' (ao vivo e uma vez só), e tinha a capa toda em preto-e-branco, tudo isso para baratear no máximo a produção. A imprensa então pôde finalmente atacar a banda, algo que já queria há muito tempo. Mas com isso, de alguma forma, acabaram divulgando a banda.

CRASS era a única banda que a mídia não mantinha em suas mãos, portanto, a que menos existia para eles. Surgiram então as ofertas de contrato, de várias gravadoras que diziam poder 'vender a revolução CRASS'; todas foram negadas. A primeira música desse disco, 'Asylum', foi censurada já na fase de prensagem, antes mesmo da censura legal; a fábrica negava-se a 'prensar' o disco. O álbum acabou sendo lançado sem a música, mas em seu lugar foi colocado dois minutos de total silêncio, em nome da liberdade de expressão sufocada.
Eles não comiam carne, não usavam produtos de origem animal, Não usavam produtos industrialmente processados- e muito pelo contrário, faziam inclusive o próprio pão. Eles eram realmente independentes, não precisavam de nada do mundo 'civilizado', portanto, não deviam nada a ninguém; eram como uma fortaleza pronta para atacar...

Criaram o conceito de gravadora independente no punk, pois não havia outra forma sincera de publicar seus trabalhos. A gravadora lançava bandas punks que demonstrassem sinceridade e compromisso com suas idéias muito mais que somente com a música. Daí surgiram Conflict, MDC, Captain Sensible, Zounds, Rudimentary Penni, Anthrax(UK), Kukl (a primeira banda da cantora Bjork), etc... Os discos e encartes eram produzidos artesanalmente, na própria fazenda, e vinham com o encarte com todas as letras e o preço-baixíssimo, menos que a metade do preço médiano na época- impresso na capa, para que fosse o mais acessível possível.

O sucesso de sua postura underground até o fim se deve a total repulsa a fama, ao sucesso comercial, a ideologia mercenária. Não davam entrevistas, não permitiam fotos nem filmagens; simplesmente para não terem sua imagem distorcida pela mídia como sempre acontece. Assim, o CRASS manteve seus motivos claros e reputação intacta.

Nunca cobraram nem receberam para benefício próprio, dinheiro por tocar. Certa vez, quando tocaram no primeiro RAR (Rock Against Racism-Rock contra o racismo) da história, disseram estarem dispostos a deixar o cachê em nome da causa. Então os organizadores disseram: "Esta é a causa. Guardem o dinheiro pra vocês..."- resultado: a banda nunca mais tocou para este festival.

No final de 78, com a CRASS Records pronta para lançar discos, decidiram então relançar o primeiro disco, com a música 'Asylum' incluída. A Small Wonder estava cansada das frequentes visitas da polícia e ameaças anônimas. Lançaram então um compacto com 'Reality asylum' (versão extendida de Asylum) num lado e 'Shaved woman' no outro. Venderam esse cada disco por 45p e faliram logo em seguida. Mas o problema não foi só esse: a opinião pública se queixava do conteúdo explícito do disco e a polícia obrigou a retirá-lo das lojas, além do fato da Scotland Yard fazer uma visita a residência da banda. Foram notificados e avisados; como se fossem desistir por isso.

Estavam sempre na lista negra da rádio BBC de Londres, onde apareciam raramente, mas com impacto, cuspindo na política de Tatcher, e na atuação nas Malvinas. O público então ligava para a rádio reclamando e o CRASS era censurado e tirado do ar logo em seguida. Começaram então a trazer para as entrevistas nas rádios vários grupos anarquistas. Essas e outras ações em conjunto com grupos anarquistas levou ao ressurgimento da extinta CND (movimento anarquista Inglês), introduzindo a filosofia a milhares de pessoas. Surgiram a partir daí outros movimentos anarquistas, algo extinto a quase um século no mundo cultural Europeu,- alguns existem até hoje. O CRASS foi quem associou a idéia ANARCO-PACIFISTA ao punk.

Gravaram então em 11/8/79 (num só dia!) The Stations of CRASS (Downlaod Parte 1, Download Parte 2, Download Parte 3) (alusão a passagem bíblica Estação da Cruz'). Desta vez, o disco vendeu bem, e então puderam juntar algum dinheiro para os próximos lançamentos, inclusive de outras bandas, além de outras formas de divulgação. A numeração dos discos era baseada na contagem regressiva para o ano de 1984, o ano apocalíptico de Orwell (planejavam acabar a banda neste ano). Começaram então a fazer show beneficentes em nome de várias causas, como liberar os anarquistas presos em manifestações, ou trabalhadores explorados e desempregados. O envolvimento entre os punks e o anarquismo-ativista crescia cada vez mais. Os shows enchiam mais e mais e haviam fundos de sobra para aplicar em várias causas e projetos.

Depois de The Stations of the CRASS, achavam já haver criticado todos os setores podres do pensamento sujo da sociedade vigente (consumismo, racismo, violência, guerra, religião..), mas faltava um ponto especial, não percebido antes como essencial: a posição social da mulher. Gravaram então Penis Envy (inveja do pênis) em 80, um disco somente com vocais femininos com idéias ultra-feministas (eles diziam ser mais relacionado a questão feminina do que feminista). A imprensa chamava o disco simplesmente de .... , pois consideravam o nome totalmente obsceno e imoral. O disco foi tão bem aceito que, em uma semana atingiu o Top 50 da Inglaterra. Mas, como já se previa, na semana seguinte, não se podia encontrá-lo em lugar nenhum; percebia uma conspiração da indústria fonográfica sobre a banda: as gravadoras pagavam para terem seus discos nas paradas... Descobriram uma nota da EMI onde dizia aos seus departamentos para evitarem contato com o CRASS e para os shoppings evitarem seus discos.

O CRASS, entre 80/82, cansado de tocar em clubes e universidades, passou a fazer turnês por conta própria pelo interior do país, onde se desconhecia inclusive o rock. Acompanhava a banda nessas excursões centenas de pessoas, celebrando o senso mútuo de anarquia e a troca de conhecimentos: esse foi o surgimento da COMUNIDADE CRASS. Tocavam em regiões cada vez mais longíncuas, e cada vez mais eram recebidos com sorissos pelo povo local. Os shows eram sempre em nome de entidades beneficentes. Esses festivais sempre acabam em espancamento, de um lado a comunidade anarquista e do outro a polícia nacional.

Recebiam cartas de apoio de de todo o mundo; da Iugoslávia, África do sul (negros e brancos), expressando como suas mentes foram estimuladas e questionadas pelos discos da banda. Receberam uma carta de um soldado alemão que decidiu largar o exército depois de ouvir a música 'Bloody Revolutions'. Receberam também cartas de um marinheiro inglês que criticava a banda, xingava as ações do CRASS e dizia que eram atitudes típicas de vagabundos as que a banda tomava (uma visão naturalmente fascista). Quando achavam que nunca mais receberiam notícias do referido marinheiro, receberam outra carta onde ele dizia que havia entendido a lógica e os argumentos básicos do CRASS, e disse que estava amargamente arrependido do que havia escrito anteriormente, e que agora pensava de outra forma (agora já com uma visão anarco-pacifista).

Começaram a gravar Christ-The Album (Cristo, o disco) em 81. Esse disco continha músicas que alertavam de uma possível invasão Inglesa em solos estrangeiros. Não deu outra: antes do lançamento do disco (2/82), a Inglaterra entrou em guerra contra as Malvinas. A imprensa esperava uma ação da banda para poder rotulá-los de 'traidores da nação'. Morderam a isca, como tinha de ser, e lançaram então um single com a música ("Como deve se sentir uma mãe de 1.000 mortos?"), uma questão nada agradável a mãe mão-de-ferro Margret Tatcher. Foi a ocasião para serem transformados pelo estado como os inimigos número um do reino Inglês. Tatcher falava publicamente sobre a música, ameaças de morte da polícia federal eram frequentes à banda, o cinismo era a face da imprensa e, os grupos pacifistas, notadamente hippies, que brandavam:"No More WARS" (guerras nunca mais), permaneciam calados. Poucos se uniram a banda nessa causa, mas a mídia tinha sido avisada para deturpar qualquer ação contra a política da guerra. A situação estava difícil. Estavam como em uma arena; a qualquer momento, por qualquer deslize seriam destroçados. O perigo era imenso, e por muitas vezes quase desistiram de tudo.

Foi então que fizeram o primeiro festival 24 horas de show punk na Inglaterra, uma forma particular de contra-ataque. Ocuparam um teatro de uma hora para outra no subúribo de Londres, e lá permaneceram heróicamente por dois dias contra a represária em massa da polícia. Comida e bebida eram de graça, e outras 23 bandas punks tocaram. O slogan 'do it yourself' (faça você mesmo) usado neste show, se tornaria o símbolo de qualquer ação musical underground punk feita pelo mundo.

A época das eleições estava próximas, e a necessidade de uma ação era eminente. Lançaram então Yes Sir,I Will (sim senhor, eu obedecerei) em 83, um disco que mais parecia um livro falado com música ao fundo, onde se criticava os que aceitavam o poder passivamente, e tinha como mensagem central a máxima "não há autoridade a não ser você mesmo". Queriam acabar com a reeleição de Tatcher de qualquer maneira. Surgiu então a idéia da fita 'tatchergate' (alusão ao caso watergate, de Richard Nixon, ocorrido nos E.U.A. no início dos anos 70). Depois da fita, os poderes ingleses, americanos e soviéticos estiveram em situação delicada; a imprensa do mundo todo comentava o fato. Foi então que um ano depois a banda assumiu o feito, e se tornou então o centro das atenções. Cediam entrevistas para rádios do Canadá à Tókio, eram tratados como uma força política e, pela primeira vez, com certo receio e medo. Foram então vítimas do que seria o último aviso da corte: "Nós temos meios de calar vocês."

A super-exposição à mídia levou ao conflito de interesses dentro da banda; a necessidade da individualidade afogada por tanto tempo em nome da 'comunidade' precisava emergir. Cada um queria seguir seu caminho e se encontrar, pois os ovos já haviam chocado e os recém-nascidos tinham uma estrada inteira à frente. A banda acabou em 1984 depois de uma última apresentação pública. Gravaram "10 notes on a summer's day e Acts of Love" (dez notas num dia de verão e atos de amor), e a coletânia dos singles"Best before... 1984" (melhor antes de... 1984), respectivamente entre 84 e 86. Já não estavam presentes todos os integrantes do grupo durante esses lançamentos, e mesmo assim afirmavam "...continuaremos lutando, individualmente ou em grupo, mas não mais nos limitaremos a manter o formato de banda."

Não há como negar; não há como esconder: CRASS foi a banda que surgiu para mudar, que teve como contexto e motivo de ser uma reforma radical nos pilares nojentos e já podres de nossa sociedade. Ninguém tinha culhões necessários para serem kamikazes como eles foram. CRASS foi a primeira e a única, CRASS abriu as portas para os outros entrarem. Assim como o estilo punk rock tocado até hoje não é nada mais do que uma variação do som que os Ramones criaram em 1975, a atitude punk como um todo não é nada mais do que uma variação do que o CRASS fez, e na imensa maioria das vezes, uma variação ordinária...

Friday, January 26, 2007

Biografia e discografia do DEAD KENNEDYS

ATENÇÃO: Para descompactar os CDs do Dead Kennedys, é necessário digitar a senha na hora da descompactação www.centralpunkrock.blogspot.com

Protesto, política, anarquismo, revolução. Estas palavras sempre estão em evidência quando o assunto é Dead Kennedys. Um dos precursores do Hardcore, um punk rock mais veloz e agressivo, a banda se destacou na cena norte-americana nem tanto por suas músicas, mas pelas atitudes e posturas adotadas.

Tudo começou quando Eric Boucher, mais conhecido como Jello Biafra, juntou-se ao guitarrista East Bay Ray, ao baixista Klaus Flourid e ao baterista Bruce Slesinger, em San Francisco, por volta de 1978. A principal preocupação do grupo era com as letras, sempre fazendo oposição ao governo e atirando para todos os lados, deixando o som em segundo plano.

Biafra montou o próprio selo, Alternative Tentacles, tendo a consciência de que nenhuma gravadora ousaria a assinar um contrato com os Dead Kennedys. Após o lançamento dos singles "California Ubber Alles" e do hino "Hollyday in Cambodja", já haviam ganhado uma legião de fãs e o vocalista candidatou-se, em 1979, ao cargo de Prefeito de San Francisco. Ficou em quarto lugar no fim das eleições.

O primeiro álbum, o clássico Fresh Fruit for Rotten Vegetables, saiu logo depois, em 1980, e até hoje é considerado um dos melhores de todos os tempos. Presidente, governador, prefeito, polícia, igreja, ninguém escapava dos versos e refrãos ácidos de Biafra. No ano seguinte saiu o EP In God We Trust, inc., uma prévia do tão aguardado segundo trabalho.

O batera Slesinger, conhecido como Ted, foi substituído por Darren H. Peligro e em 1982, finalmente saiu Plastic Surgery Disasters (As músicas do EP In God We Trust Inc. estão contidas no arquivo do CD Plastic Surgery Disaster). Seguiu-se uma extensa turnê de divulgação e, após o término da mesma, resolveram dar um tempo. A grande volta ocorreu somente em 1985, com o polêmico Frankenchrist. O som da banda estava um pouco mais melódico e fácil de ser digerido, porém, o encarte pegava pesado: trazia várias gravuras e desenhos de pênis, o que rendeu ao grupo alguns processos por promoção de pornografia para menores e obscenidade, do qual, felizmente, saíram vitoriosos.

Obviamente, todos esses insólitos episódios só serviram para mais promoção, aumentando as vendas e dando a eles espaço na mídia. O próximo trabalho, Bedtime for Democracy, de 1986, foi o último inédito dos Dead Kennedys. Após esse lançamento, resolvem se separar e darem seqüência aos projetos pessoais. O líder Jello Biafra, além da carreira solo, passou a produzir algumas bandas e fez participações especiais em discos do Ministry, Sepultura, entre outros. Ainda foi lançada a coletânea Give me Convenience or Give me Death (Download Parte 1 e Download Parte 2), em 1987, encerrando-se assim um importantíssimo capítulo da história de uma geração.

O único registro ao vivo oficial da banda saiu somente muito tempo depois. Mutiny on the Bay, de 2001, tem ritmo bastante agitado, com todos os grandes hinos do Punk como "Holiday in Cambodia" e "Too Drunk to Fuck" e só esfria em "California Üben Alles", quando Biafra tranforma o palco num palanque para mais um de seus longos e famosos discursos.
Outros CDS:
Vírus 100 (Tributo ao Dead Kennedys) - Download Parte 1 - Download Parte 2

Sunday, January 21, 2007

Biografia e Discografia do CÓLERA

(Obs: Para fazer o download dos CDs clique nos links referentes aos mesmos!!!)

Um dos primeiros grupos de punk rock brasileiros, formado em 1979 em São Paulo pelos irmãos Redson (Edson Lopes Pozzi, guitarra e vocais) e Pierre (Carlos Lopes Pozzi, bateria) e o amigo Val (Valdemir Pinheiro, substituído depois por Josué Correia e mais tarde por Fabio Bossi, baixo).

Participou da coletânea inaugural do movimento, Grito Suburbano (1982) e desde cedo se destacou pela postura pacifista, antimilitarista e ecológica. Duas coletâneas depois Sub e O Começo do Fim do Mundo (ao vivo), ambas de 1983 e chegariam ao seu primeiro LP, Tente Mudar o Amanhã (1985).

Seu segundo LP, “Pela Paz em Todo o Mundo” (1986), tornou-se um clássico do punk rock nacional (com destaque para a faixa-título e “Medo”) e um recordista de vendas em se tratando de um produção independente: 85 milcópias. Em 1987, o Cólera se tornou a primeira banda de punk rock do país a excursionar pela Europa, num circuito alternativo, só de punks.

Em 1989, gravações desses shows viraram disco ao vivo no mesmo ano, a banda também lançaria o LP “Verde, Não Devaste”. O Cólera seguiu na ativa nos anos 90, lançando os discos “Mundo Mecânico, Mundo Eletrônico” (1992) e “Caos Mental Geral - Parte 1” “Caos Mental Geral - Parte 2 ” (1997). Em 2000, a banda ficaria em evidência uma vez que a Plebe Rude regravou “Medo” em seu disco ao vivo e os Inocentes, “Quanto Vale a Liberdade” em “O Barulho dos Inocentes”.
Vídeos:

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